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Campus Votuporanga conta com mais quatro professores titulares

Publicado: Quarta, 03 de Junho de 2026, 17h40 | Última atualização em Terça, 16 de Junho de 2026, 13h57 | Acessos: 649

100% do quadro de professores é de mestres ou doutores


Os professores titulares Marcelo Murari, Mara Rodrigues, André Gobbi Primo e Evandro Jardini [Fotografia: Peter Mamede]


Em abril, o professor Evandro de Araújo Jardini teve seu memorial de carreira aprovado em banca de defesa, somando-se à professora Mara Regina Pagliuso Rodrigues e os professores André Luís Gobbi Primo e Marcelo Luís Murari como docentes do Campus Votuporanga promovidos à classe de Professor Titular entre 2025 e 2026.

Em suas bancas, os docentes foram arguidos sobre suas formações acadêmicas e a respeito da produção em Ensino, Pesquisa e Extensão, e da atuação na gestão pública. “Não apenas uma conquista pessoal, mas o reconhecimento de uma trajetória construída com compromisso com a educação pública, a tecnologia e a formação humana”, diz Evandro ao avaliar a promoção após exatos 30 anos de atividade profissional na área da Tecnologia da Informação.

Sua carreira profissional começou em 1996, como desenvolvedor, por meio de bolsa da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), atuando em empresa da incubadora da Fundação Parqtec, em São Carlos-SP. Evandro Jardini conciliou a atividade profissional no mercado de trabalho com os estudos do curso de mestrado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP).

A caminhada em sala de aula começou em 2000, logo após o mestrado, em cursos da rede privada de ensino superior, e culminou no ingresso no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em 2011. Desde então, o docente já lecionou em todos os cursos do eixo tecnológico de Informação e Comunicação do Campus Votuporanga, além de atuar como gestor em coordenações de setor e cursos desde o primeiro ano de carreira federal.

 

O professor Natal Cordeiro, o estudante Leonardo Cabreira e o professor Evandro Jardini em premiação na 1ª edição do Congresso de Tecnologia e Sistemas de Informação (Cotesi), em 2014 [Fotografia: arquivo do IFSP]


Engenheira civil desde 1985, Mara Rodrigues cursou o mestrado na área de Engenharia de Estruturas (1985-1988) na Universidade de São Paulo (USP), onde desenvolveu tema inovador ao utilizar microcomputadores para análise estrutural tridimensional de edifícios altos. “Ao longo da minha carreira, o tema das Estruturas permaneceu como fio condutor da minha atuação docente”, conta.

A docente conciliou a prática profissional da engenharia estrutural com a docência em instituições particulares de ensino superior até 2011, quando ingressou no IFSP. Além da atuação em sala de aula em cursos técnicos na área de Edificações, Mara participou da implantação do curso superior de Engenharia Civil do Campus Votuporanga, tendo sido coordenadora de 2014 a 2021.

Engenharia Civil obteve nota máxima no reconhecimento do Ministério da Educação (MEC), em 2019, e no Enade 2019. “É como ver materializado, em números e reconhecimento oficial, todo o esforço coletivo, de professores comprometidos, alunos dedicados e uma instituição que acredita na excelência”, afirma.

Mara é doutora em Engenharia Ambiental (USP) e, em 2023, cursou o estágio pós-doutoral na Universidade Federal de Santa Catarina (USFC) com ênfase socioambiental, marcando um momento de atuação acadêmica voltado à projetos e ações que relacionam sustentabilidade e vulnerabilidade social. “O ensino de Estruturas na minha trajetória nunca foi estático: ele evoluiu desde abordagens pioneiras com tecnologias emergentes até incorporação de temas como sustentabilidade, inovação em materiais e preservação histórica”, diz.

Ao centro, a professora Mara Rodrigues em Visita Técnica com estudantes de Engenharia Civil, em 2019 [Fotografia: arquivo pessoal]


O agora Professor Titular André Gobbi Primo iniciou sua carreira docente na educação profissional, em 2001, atuando no Serviço Nacional do Comércio (Senac). Em 2008, ano de transformação dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) em Institutos Federais, ingressou no Campus Salto do IFSP, onde trabalhou até 2011, ano de sua vinda para a implantação do Campus Votuporanga. Desde então, lecionou em todos os cursos técnicos, superiores e de pós-graduação do eixo tecnológico de Informação e Comunicação.

Essa trajetória foi testemunhada pelo estudante Vítor Fernandes Lima, seu orientando de trabalhos de conclusão de curso no Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio (2014-2016), no Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (2017-2019) e na pós-graduação de Gestão em Tecnologia da Informação (2022-2023). “Respeito imenso pelo profissional, pela pessoa, sempre muito disposto a ajudar, apoiar e incentivar”, diz o egresso que estreitou laços a partir do interesse por programação.

Na graduação, o professor André Gobbi Primo também apoiou Vítor em Iniciação Científica sobre software voltado para censos arbóreos, unindo tecnologia da informação e meio ambiente. O programa de computador intitulado ArboWeb foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em 2020, como sistema de informação para processamento de imagens para delineamento arbóreo.

O professor André Gobbi Primo, o estudante Vítor Lima, e os professores Marcelo Murari e Eduardo Prando em banca de trabalho de conclusão de curso superior, em 2019 [Fotografia: arquivo pessoal do estudante]


Graduado em Ciência da Computação, Marcelo Murari foi professor de cursos técnicos e superiores na área de Tecnologia da Informação por 10 anos, até ingressar no IFSP Campus Barretos, em 2011. Desde 2013 no Campus Votuporanga, o docente lecionou em todos os cursos técnicos, superiores e de pós-graduação do eixo tecnológico de Informação e Comunicação.

A partir de 2018, Marcelo também passou a atuar como avaliador nacional de cursos superiores junto ao Ministério da Educação (MEC). A experiência se consolidou em sua carreira acadêmica, já tendo participado de mais 15 processos de avaliação externa em Instituições de Ensino Superior (IES) país afora, credenciado como professor do IFSP.

Em 2021, sua trajetória no IFSP alcançou a coordenação do primeiro curso de pós-graduação do Campus Votuporanga, a lato sensu em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação, o que o docente considerou um desafio singular, pois se tratou da implementação e gestão de iniciativa inédita. “Exigiu não apenas competências acadêmicas e administrativas, mas também visão estratégica para consolidar um curso alinhado às demandas contemporâneas da área”, analisa.

Os professores Cecílio Merlotti Rodas e Marcelo Murari com o estudante Luan Patrick de Souza e o professor André Gobbi Primo em banca de trabalho de conclusão da pós-graduação lato sensu [Fotografia: arquivo pessoal do estudante]


Professor Titular no IFSP

A promoção à Classe de Titular no Magistério Federal no Ensino EBTT requer a posse do título de doutor e o posicionamento no nível D-404 (topo) há pelo menos 2 anos e a elaboração de Memorial descritivo documentado com a atuação e produção acadêmica em Ensino, Pesquisa e Extensão, além das atividades inerentes à Administração Pública, ou de tese acadêmica inédita.

No IFSP, o processo é regido pela Resolução Normativa 17/2023. A carreira de “Professor EBTT”, referente à docência nos Instituto Federais, é normatizada pela Lei 12.772/2012. Em 2024, o professor Juan Balestero foi o primeiro docente do Campus Votuporanga a se tornar Professor Titular.

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