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Estudantes encenam Morte e Vida Severina no Festival Literário de Votuporanga

Publicado: Sexta, 29 de Novembro de 2019, 20h07 | Última atualização em Sexta, 29 de Novembro de 2019, 20h39 | Acessos: 745
Raquel Dionísio e Ângela Carneiro
imagem sem descrição.

Espetáculo foi a primeira participação do IFSP no FLIV


A encenação da obra Morte e Vida Severina na 9ª edição do Festival Literário de Votuporanga (FLIV) teve sabor de despedida para estudantes do terceiro ano do curso Técnico em Informática integrado ao Ensino Médio. É o que sente a formanda Raquel Cardoso Dionísio. "Além de uma formação técnica, pudemos ter contato com as artes. Neste ano, desde o início o professor veio com a proposta de algo maior, e o resultado foi lindo". O espetáculo ocorreu na tarde do dia 23 de outubro, no Centro de Convenções "Jornalista Nelson Camargo", durante o terceiro dia do festival.

O professor de que fala Raquel Dionísio é Eduardo César Catanozi, também ator e diretor de teatro, responsável pelo processo de direção teatral do elenco formado por 26 estudantes do curso Técnico em Informática e 1 do curso Técnico em Mecatrônica. O trabalho de adaptação da obra literária se deu durante o primeiro semestre letivo de 2019 e contou com apoio dos professores Anna Isabel Naussar Bautista Saraiva, Ivair Fernandes de Amorim, Rafael Enrique Nunes, Newton Flávio Correa Molina e Bruna Gonçalves de Lima, que atuaram como músicos convidados no mergulho na poesia de João Cabral e na cultura do Nordeste.

Raquel Dionísio, formanda, e o professor Eduardo Catanozi, paraninfo da turma

Eduardo Catanozi, que será paraninfo da turma da Raquel na colação de grau no dia 19 dezembro, na Câmara Municipal de Votuporanga, fala sobre a profissão de professor. "Ter sido convidado para ser paraninfo dessa turma foi uma grande honra para mim. Nesses 3 anos que passamos juntos, dividimos momentos bons e momentos ruins, o que nos fez criar laços de amizade que transcendem os limites escolares. A relação de sala de aula modifica tanto o aluno quanto o professor. Convites como esse feito pelos alunos nos faz ter certeza de que a docência é uma carreira maravilhosa, apesar de todas as adversidades".

Segundo o professor, a representação de Morte e Vida Severina foi enriquecedora para os estudantes, cujos relatos apontam para elevação da concentração, da capacidade de organização e criatividade.

De autoria de João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina retrata a vida do homem nordestino. Severino sai do sertão em busca de trabalho e do sentido da vida naquela região devastada pela seca e pela miséria.

Mateus Estrela interpreta Severino Retirante

Sílvia Brandão Cuenca Stipp, secretária da Cultura e Turismo do município de Votuporanga, foi quem convidou o terceiro ano do curso Técnico em Informática para se apresentar no FLIV. A gestora da pasta da Cultura esteve presente na plateia no dia 19 de junho, no próprio Centro de Convenções, quando a turma de Informática encenou Morte e Vida Severina no encerramento do primeiro semestre letivo. Logo após a apresentação, veio o convite, prontamente atendido.

Durante as duas apresentações, houve tradução simultânea em libras pelo professor Lucimar Bizio.


Ação conjunta

Os espetáculos teatrais dos cursos técnicos são ação conjunta de professores de língua portuguesa visando a utilizar as artes cênicas como instrumento de aprendizado do conteúdo curricular. A iniciativa teve início em 2017, quando a turma da estudante Raquel Dionísio ingressou no IFSP. Naquele ano, o então 1º ano do Técnico em Informática apresentou O Auto da Barca do Inferno, de autoria de Gil Vicente. Em 2018, já no 2º ano, a turma encenou Dom Casmurro, do escritor brasileiro Machado de Assis.

Assim, os professores da disciplina “Língua Portuguesa e Redação” aderiram à prática de, pelo menos uma vez ao ano, solicitar aos estudantes dos cursos técnicos integrados que desenvolvam peças de teatro baseadas em obras literárias. Em alguns casos, há opção de encenar textos dramatúrgicos, mas, normalmente, os alunos realizam a tradução intersemiótica de obras do gênero narrativo para o texto dramático.

O professor Eduardo Catanozi contextualiza que, no ensino de literatura, a encenação de um espetáculo teatral constitui excelente estratégia metodológica para que os estudantes (encenadores e espectadores) absorvam o conteúdo da obra representada. Desse modo, ator e público têm a oportunidade de, respectivamente, viver e ver determinada obra literária. A prática do teatro em sala de aula auxilia também no processo comunicacional e criativo, já que estimula o domínio da expressividade corporal, vocal e verbal. Possibilita, também, vivenciar, de maneira empática, experiências diversas, aumentando a percepção sobre o outro e, consequentemente, sobre a própria identidade.


Próximos espetáculos

No dia 4 de dezembro, a partir as 7h30, os segundos anos dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio voltam ao palco do Anfiteatro do Câmpus Votuporanga para apresentação de 3 espetáculos:

Obra Autor Turma Horário Estudantes diretores Professores da disciplina
O Primo Basílio Eça de Queiroz Edificações 7h30 Lívia
Aliana Câmara
O Crime do Padre Amaro Eça de Queiroz Mecatrônica 08h10 Marcela Oliveira e Alice Souza Lucimar Bizio
O Cortiço Aluísio Azevedo Informática 09h10 Jaiane Nascimento
Aliana Câmara

 

Participam dos espetáculos os professores Anna Isabel Nassar Bautista Saraiva e Rafael Enrique Nunes, cantora e músico, respectivamente, em O Cortiço.

As apresentações são abertas à comunidade em geral.

 

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